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<oembed><version>1.0</version><provider_name>Desejo de Viver Blog</provider_name><provider_url>https://desejodeviver.com.br</provider_url><author_name>Andr&#xE9; Luis Cia</author_name><author_url>https://desejodeviver.com.br/index.php/author/andre-ciahotmail-com/</author_url><title>O TEMPO QUE GABRIEL N&#xC3;O TEM - Desejo de Viver Blog</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="16bjsCUFJf"&gt;&lt;a href="https://desejodeviver.com.br/index.php/2026/06/07/o-tempo-que-gabriel-nao-tem/"&gt;O TEMPO QUE GABRIEL N&#xC3;O TEM&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://desejodeviver.com.br/index.php/2026/06/07/o-tempo-que-gabriel-nao-tem/embed/#?secret=16bjsCUFJf" width="600" height="338" title="&#x201C;O TEMPO QUE GABRIEL N&#xC3;O TEM&#x201D; &#x2014; Desejo de Viver Blog" data-secret="16bjsCUFJf" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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</html><description>Aos sete meses de vida, o pequeno Gabriel come&#xE7;ou a dar sinais de que algo n&#xE3;o estava bem. Movimentos que antes pareciam naturais passaram a exigir mais esfor&#xE7;o. As m&#xE3;os j&#xE1; n&#xE3;o respondiam da mesma forma. As pernas iam perdendo for&#xE7;a. Enquanto a fam&#xED;lia buscava respostas entre consultas, exames e diferentes especialistas, a doen&#xE7;a avan&#xE7;ava em sil&#xEA;ncio. Hoje, com apenas um ano de idade, o menino enfrenta uma batalha. Ele luta contra o pr&#xF3;prio tempo para vencer uma doen&#xE7;a rara: a AME (Atrofia Muscular Espinhal), enfermidade gen&#xE9;tica que compromete progressivamente os neur&#xF4;nios respons&#xE1;veis pelos movimentos do corpo. Considerada uma doen&#xE7;a gen&#xE9;tica rara com incid&#xEA;ncia aproximada de um em cada 10 mil nascimentos, a AME &#xE9; a principal causa gen&#xE9;tica de mortalidade infantil, segundo estudos cient&#xED;ficos das Universidades de Oxford e Harvard. &#xC9; por essa raz&#xE3;o que o diagn&#xF3;stico precoce &#xE9; fundamental. No ano passado, o Departamento de Neurologia da USP e o Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (INAME) se uniram para realizar um estudo in&#xE9;dito de caracter&#xED;sticas demogr&#xE1;ficas, cl&#xED;nicas e gen&#xE9;ticas dos pacientes no Brasil. (ver abaixo) Com a progress&#xE3;o da doen&#xE7;a, atividades comuns da inf&#xE2;ncia, como sentar, engatinhar e caminhar, podem se tornar cada vez mais dif&#xED;ceis. Nos casos mais graves, a AME tamb&#xE9;m pode afetar a capacidade de respirar e se alimentar. Embora ainda n&#xE3;o exista cura definitiva, tratamentos modernos t&#xEA;m mudado a perspectiva de milhares de fam&#xED;lias ao redor do mundo, especialmente quando iniciados nos primeiros est&#xE1;gios da doen&#xE7;a, antes que as perdas motoras se tornem irrevers&#xED;veis. Com a descoberta da enfermidade h&#xE1; pouco mais de dois meses, a rotina da fam&#xED;lia de Gabriel no munic&#xED;pio de V&#xE1;rzea Grande, a 11 quil&#xF4;metros de Cuiab&#xE1;, no Mato Grosso, se transformou em uma corrida contra o rel&#xF3;gio para garantir acesso ao Zolgensma, uma das terapias mais inovadoras dispon&#xED;veis para o tratamento. O medicamento pode representar a chance de interromper a progress&#xE3;o da AME, mas o acesso depende de uma disputa judicial. O SUS (Sistema &#xDA;nico de Sa&#xFA;de), s&#xF3; disponibiliza o medicamento gratuitamente para beb&#xEA;s at&#xE9; seis meses de idade, e no caso de Gabriel, o diagn&#xF3;stico foi dado quando ele j&#xE1; havia completado um ano de vida. &nbsp; &nbsp;Enquanto documentos s&#xE3;o analisados, laudos s&#xE3;o apresentados e prazos seguem seu curso, Gabriel continua enfrentando os efeitos de uma doen&#xE7;a que n&#xE3;o espera decis&#xF5;es, despachos ou audi&#xEA;ncias. Para ajudar nesta luta, a fam&#xED;lia precisa arrecadar cerca de R$ 70 mil. O valor n&#xE3;o ser&#xE1; usado para comprar o rem&#xE9;dio, mas para custear despesas jur&#xED;dicas, deslocamentos, hospedagem e o acompanhamento necess&#xE1;rio durante o tratamento fora do estado do Mato Grosso. Segundo a m&#xE3;e de Gabriel, Caroliny de Oliveira, de 30 anos, o principal desafio dela e do seu marido, Wilson, de 45 anos, tem sido garantir judicialmente o acesso ao medicamento, &#xFA;nica alternativa para que o filho tenha qualidade de vida e a possibilidade de um desenvolvimento pr&#xF3;ximo ao de outras crian&#xE7;as da mesma idade. Al&#xE9;m de Gabriel, ela &#xE9; m&#xE3;e de Samuel, de seis anos. &#x201C;Tem sido muito dif&#xED;cil, porque o Gabriel levava uma vida ativa. Sempre foi um menino sorridente e feliz, mas, aos poucos, fomos percebendo uma mudan&#xE7;a. Ele come&#xE7;ou a ter dificuldade para fazer coisas b&#xE1;sicas, como tocar os p&#xE9;s e rolar na cama, e isso nos deixou intrigados.&#x201D; Foi a partir da&#xED; que os pais perceberam que algo poderia estar errado e come&#xE7;aram a saga da ida a diferentes m&#xE9;dicos. O beb&#xEA; passou por consultas com pediatras, fisioterapeutas, neurologistas e, por fim, um m&#xE9;dico geneticista, que levantou a suspeita da AME. Caroliny ressalta que nunca tinha ouvido falar desta doen&#xE7;a, mas que, ao buscar informa&#xE7;&#xF5;es, come&#xE7;ou a se desesperar, principalmente ao descobrir que n&#xE3;o havia cura definitiva. O diagn&#xF3;stico foi confirmado, ironicamente, no dia em que completava 30 anos, em 22 de abril deste ano. &#x201C;Os m&#xE9;dicos chegaram a dizer que eu poderia mudar a data para receber o resultado, porque poderia ser um momento muito dif&#xED;cil. Mas eu tinha tanta f&#xE9; que insisti para que fosse no meu anivers&#xE1;rio. Infelizmente, as suspeitas se confirmaram e meu filho foi diagnosticado com AME tipo 2.&#x201D; Segundo ela, desde ent&#xE3;o, do choque inicial at&#xE9; a maratona de exames e consultas, o momento mais doloroso veio quando ouviu de um dos m&#xE9;dicos que seu filho poderia n&#xE3;o chegar aos dois anos de idade- hip&#xF3;tese que deixou toda sua fam&#xED;lia profundamente fragilizada. BATALHA TRAVADA CONTRA O REL&#xD3;GIO Por se tratar de uma doen&#xE7;a degenerativa e muito agressiva, a evolu&#xE7;&#xE3;o da AME pode ser r&#xE1;pida. A enfermidade destr&#xF3;i progressivamente os neur&#xF4;nios motores, comprometendo fun&#xE7;&#xF5;es essenciais do organismo. Caso o tratamento seja autorizado pelo SUS, Gabriel dever&#xE1; ser encaminhado para Curitiba, pois se informaram que muitas crian&#xE7;as de outros estados iam para l&#xE1; fazer o tratamento. Entre os honor&#xE1;rios advocat&#xED;cios, viagem, hospedagem e outras despesas, a fam&#xED;lia calcula que necessitar&#xE1; de cerca de R$ 70 mil. Como n&#xE3;o disp&#xF5;em desse valor e seu marido Wilson &#xE9; o &#xFA;nico que est&#xE1; trabalhando, Caroliny teve que sair do trabalho para dedicar-se exclusivamente aos cuidados de Gabriel e do outro filho. E para auxili&#xE1;-los nesta luta foi criada uma campanha de arrecada&#xE7;&#xE3;o online para tentar arrecadar esse dinheiro. &#x201C;A esperan&#xE7;a &#xE9; o que nos mant&#xE9;m fortes e unidos. Cremos muito em Deus que vamos vencer esse caso na justi&#xE7;a e conseguir tratar nosso filho para que ele possa pelo menos ter uma qualidade de vida melhor. Infelizmente me informaram que muita coisa ele j&#xE1; perdeu e talvez nunca recupere. O rem&#xE9;dio &#xE9; para que a doen&#xE7;a n&#xE3;o avance ainda mais.&#x201D;, justificou a m&#xE3;e. Atualmente, o est&#xE1;gio de Gabriel, segundo Caroliny, &#xE9; de depend&#xEA;ncia quando ele j&#xE1; deveria dar sinais de independ&#xEA;ncia como gatinhar ou estar andando. &#x201C; O corpinho dele est&#xE1; todo fr&#xE1;gil. Ele n&#xE3;o tem for&#xE7;a para se manter de p&#xE9;, por exemplo. Antes, ele fazia movimentos que hoje j&#xE1; n&#xE3;o consegue fazer&#x201D;. Caroliny tamb&#xE9;m ressalta sobre a import&#xE2;ncia do aperfei&#xE7;oamento dos exames de triagem neonatal, os famosos &#x201C;exames do p&#xE9;zinho&#x201D;. Ela aponta que esse &#xE9; um ponto que precisa ser melhorado no pa&#xED;s, pois no caso de Gabriel, por exemplo, se isso tivesse sido diagnosticado antes, poderia ter bloqueado a doen&#xE7;a. &#x201C;Assim como o Gabriel, outras fam&#xED;lias poderiam salvar seus filhos se estes exames fossem melhorados&#x201D;. COMO AJUDAR O GABRIEL Pix: 12561830160Nome: Gabriel da Costa OliveiraBanco: Banco do Brasil LEVANTAMENTO MAPEIA AME NO BRASIL De acordo com um estudo in&#xE9;dito feito pelo Departamento de Neurologia da USP e o Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (INAME), em 2025, na primeira fase da pesquisa, 706 pacientes com diagn&#xF3;stico gen&#xE9;tico confirmado responderam ao question&#xE1;rio sobre dados de hist&#xF3;ria natural, caracter&#xED;sticas gen&#xE9;ticas, tratamento medicamentoso e cuidados multidisciplinares. A partir dessas respostas, os pesquisadores chegaram a conclus&#xF5;es importantes sobre distribui&#xE7;&#xE3;o dos tipos de AME, atrasos no diagn&#xF3;stico, sobrevida e impacto da ventila&#xE7;&#xE3;o invasiva e dos tratamentos modificadores da doen&#xE7;a. A pesquisa revelou que a maioria dos pacientes diagnosticados com AME no Brasil apresenta o tipo 1 (42%), seguido pelos tipos 2 (33%), caso de Gabriel, &nbsp;e 3 (23%). No tipo 1, os sintomas aparecem at&#xE9; o sexto m&#xEA;s de vida e o paciente apresenta movimentos fracos, necessita de aux&#xED;lio para respirar e n&#xE3;o consegue sentar sem apoio. No tipo 2, os sintomas de fraqueza muscular aparecem entre seis e 18 meses. A crian&#xE7;a consegue sentar sem apoio, por&#xE9;m, n&#xE3;o chega a andar e pode apresentar dificuldade respirat&#xF3;ria. No tipo 3, os sintomas surgem ap&#xF3;s os 18 meses e os pacientes desenvolvem a capacidade de andar, mas, devido &#xE0; progress&#xE3;o da doen&#xE7;a, podem perder essa habilidade ao longo da vida. &#x201C;Apesar dos avan&#xE7;os, ainda h&#xE1; um grande atraso no diagn&#xF3;stico. Pacientes com AME tipo 1, por exemplo, tinham a idade m&#xE9;dia de 3 meses quando os sintomas come&#xE7;avam a aparecer, mas o diagn&#xF3;stico gen&#xE9;tico chegava a levar mais de tr&#xEA;s anos para ser realizado&#x201D;, explicou o Dr. Edmar Zanoteli, Professor Associado do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de S&#xE3;o Paulo (FMUSP), Coordenador do Grupo de Miopatias e do ambulat&#xF3;rio de atrofia muscular espinhal do Hospital das Cl&#xED;nicas da FMUSP, membro do Comit&#xEA; Cient&#xED;fico do INAME e um dos pesquisadores que lideraram o estudo. A pesquisa tamb&#xE9;m mostrou como 54,4% dos pacientes receberam terapias modificadoras, sendo que a ades&#xE3;o ao tratamento foi maior entre pacientes com tipo 1 (62,3%), seguida de tipo 2 (47,2%) e tipo 3 (31,9%) &#x2013; a menor ades&#xE3;o dos pacientes Tipo 3 se justifica pela falta de acesso a tratamento pelo SUS. A pesquisa aconteceu por meio do Cadastro Nacional da AME, um &#x201C;censo&#x201D; realizado pelo INAMEdesde 2019. Gra&#xE7;as a esse mapeamento, os especialistas puderam chegar a novas conclus&#xF5;es sobre a doen&#xE7;a. &#x201C;S&#xF3; um levantamento de pacientes atualizado pode fornecer uma base s&#xF3;lida para futuras pesquisas, ajudando pacientes e especialistas a identificarem &#xE1;reas com maior necessidade de interven&#xE7;&#xE3;o, melhorar o acesso a terapias e, ainda, ajudar a personalizar os tratamentos para diferentes tipos de AME&#x201D;, acrescenta Juliane. O Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (INAME) &#xE9; uma associa&#xE7;&#xE3;o de familiares e pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME), sem fins lucrativos, que atua desde 2017 na busca de tratamento e cuidados adequados para todos os portadores da doen&#xE7;a no Brasil, bem como no suporte &#xE0;s necessidades das fam&#xED;lias, desde o diagn&#xF3;stico at&#xE9; a rotina di&#xE1;ria de atua&#xE7;&#xE3;o multidisciplinar. FONTE: Broadcast</description><thumbnail_url>https://desejodeviver.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gab5.jpg</thumbnail_url><thumbnail_width>720</thumbnail_width><thumbnail_height>1280</thumbnail_height></oembed>
