{"version":"1.0","provider_name":"Desejo de Viver Blog","provider_url":"https:\/\/desejodeviver.com.br","author_name":"Andr\u00e9 Luis Cia","author_url":"https:\/\/desejodeviver.com.br\/index.php\/author\/andre-ciahotmail-com\/","title":"A educa\u00e7\u00e3o virou sua miss\u00e3o de vida - Desejo de Viver Blog","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Fun6EoqWKX\"><a href=\"https:\/\/desejodeviver.com.br\/index.php\/2023\/03\/22\/a-educacao-virou-sua-missao-de-vida\/\">A educa\u00e7\u00e3o virou sua miss\u00e3o de vida<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/desejodeviver.com.br\/index.php\/2023\/03\/22\/a-educacao-virou-sua-missao-de-vida\/embed\/#?secret=Fun6EoqWKX\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;A educa\u00e7\u00e3o virou sua miss\u00e3o de vida&#8221; &#8212; Desejo de Viver Blog\" data-secret=\"Fun6EoqWKX\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script type=\"text\/javascript\">\n\/* <![CDATA[ *\/\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/* ]]> *\/\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/www.desejodeviver.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/WhatsApp-Image-2023-03-23-at-10.39.59-1.jpeg","thumbnail_width":480,"thumbnail_height":720,"description":"\u201cFeliz \u00e9 aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina\u201d. A c\u00e9lebre frase da poetisa Cora Coralina sintetiza o significado da educa\u00e7\u00e3o na vida da brasileira&nbsp;Cris Pacino.&nbsp;Apaixonada por idiomas, ela encontrou muito jovem seu dom e fez dele sua miss\u00e3o de vida. Cris conseguiu tra\u00e7ar&nbsp;gra\u00e7as ao seu talento, as linhas do seu pr\u00f3prio destino. &#8220;Dou e recebo luz todos os dias nesta troca de aprendizado com os meus alunos&#8221;.&nbsp;Cris \u00e9 a sexta entrevistada da s\u00e9rie especial \u201cLentes Brasileiras na Espanha\u201d, que conta a trajet\u00f3ria de mulheres brasileiras empreendedoras.&nbsp;Ela confessa que apesar de n\u00e3o ser m\u00e3e biol\u00f3gica sente que materna todos os dias no sentido figurado da palavra quando estabelece pautas e reconduz seus alunos, seja na orienta\u00e7\u00e3o, no amparo ou no acolhimento impulsionando-os para a a\u00e7\u00e3o. &#8220;Dou espa\u00e7o para a proje\u00e7\u00e3o de futuro de cada um deles por meio da educa\u00e7\u00e3o&#8221;. Sua hist\u00f3ria, assim como de todas as outras mulheres j\u00e1 entrevistadas para este projeto, foi permeada por lutas, ren\u00fancias e desafios. Decidi public\u00e1-la especialmente hoje em uma homenagem p\u00f3stuma \u00e0 sua m\u00e3e (falecida h\u00e1 exatos 10 anos), e que foi a respons\u00e1vel por incentiv\u00e1-la a investir no mundo da educa\u00e7\u00e3o. \u201cMesmo com dificuldades ela me pagou meu primeiro curso de ingl\u00eas. Nascia ali minha paix\u00e3o pelos idiomas e que transformou minha vida. Dou gra\u00e7as \u00e0 minha m\u00e3e por ter lutado e acreditado em mim\u201d, diz. Como foi esse despertar da paix\u00e3o pelos idiomas? Cris:&nbsp;Sou de uma fam\u00edlia muito humilde. Filha de um espanhol casado com uma brasileira (filha de pais italianos) Desde muito pequena convivi com o espanhol por causa do meu pai, mas foi gra\u00e7as \u00e0 minha m\u00e3e que era manicure que eu fui literalmente fisgada pelos idiomas. Ela trabalhava na casa de uma tradutora que era funcion\u00e1ria de uma editora em S\u00e3o Paulo. Essa mulher (Angela) disse \u00e0 minha m\u00e3e que o maior e melhor investimento que ela poderia dar a suas filhas (Cris tem uma irm\u00e3 mais velha), seria a educa\u00e7\u00e3o. \u00c9ramos pobres. N\u00e3o havia dinheiro para cursos, mas ela convenceu minha m\u00e3e e disse que pod\u00edamos pagar um valor pequeno pelas aulas. Fiquei dos 10 aos 17 anos estudando ingl\u00eas e isso me deu a bagagem que tenho hoje e me fez vislumbrar uma nova profiss\u00e3o. Ent\u00e3o seus pais lhe incentivaram no ramo da educa\u00e7\u00e3o? Cris: Eles eram muito simples. Se conheceram no trabalho. Meu pai veio da Espanha nos anos 50 p\u00f3s-guerra. Nunca frequentou a escola, mas sempre valorizou o aprendizado. Ele tinha v\u00e1rios livros de gram\u00e1tica em casa e quando foi ao ex\u00e9rcito aprendeu a profiss\u00e3o de cabeleireiro e barbeiro. Minha m\u00e3e deixou a escola muito cedo, aos nove anos, e foi trabalhar de bab\u00e1. Aos 12 j\u00e1 trabalhava de manicure, e foi neste sal\u00e3o que conheceu o meu pai. Ele tinha ido trabalhar ali. O destino os uniu e eles se apaixonaram. Tiveram minha irm\u00e3 e depois a mim, mas sempre nos apoiaram a estudar e a ter uma profiss\u00e3o. E quando de fato voc\u00ea decidiu que a educa\u00e7\u00e3o poderia ser seu caminho profissional? &nbsp;&nbsp; Cris: &nbsp;Ainda em S\u00e3o Paulo eu comecei a dar aulas particulares de ingl\u00eas no pr\u00e9dio onde eu morava e a trabalhar com 17 anos. Eu pensava em atuar como int\u00e9rprete ou algo que me permitisse viajar conciliando com os idiomas. No entanto, a vida acabou me levando para outra \u00e1rea e fiz faculdade de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Aos 30 anos, durante a fat\u00eddica crise de idade, tive um estalo. Eu tinha amigos que j\u00e1 haviam tido experi\u00eancias internacionais e foram eles que me deram essa for\u00e7a. Decidi vir para a Espanha e tentar uma nova vida aqui e acabei conhecendo tamb\u00e9m meu atual marido. Quando foi que voc\u00ea come\u00e7ou a cogitar viver no exterior? Cris: Eu havia vindo de f\u00e9rias em 1999, conheci v\u00e1rias cidades espanholas e fiquei apenas tr\u00eas dias em Madrid, mas quando tive que voltar ao Brasil me senti angustiada e sa\u00ed chorando. S\u00f3 fui entender essa forte liga\u00e7\u00e3o anos depois. No Brasil eu estava muito bem profissionalmente. Trabalhava como respons\u00e1vel de comunica\u00e7\u00e3o de uma multinacional na \u00e1rea de software e a empresa tinha mais de 5 mil funcion\u00e1rios. Tinha uma carreira est\u00e1vel, fazia planos com meu ent\u00e3o namorado de comprar apartamento e de me estabilizar em S\u00e3o Paulo, mas deu tudo errado, ou melhor, hoje vejo que tudo deu certo porque foram os erros l\u00e1 atr\u00e1s que me levaram a chegar onde estou. Eu tinha essa inquietude dentro de mim e algo me dizia que era a minha hora de experimentar coisas novas. Como foi sua chegada e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 uma nova cultura? Cris:&nbsp;Quando cheguei \u00e0 Espanha voltei a trabalhar na \u00e1rea de marketing e produ\u00e7\u00e3o de eventos. Fiz isso durante os primeiros anos, mas da\u00ed algo j\u00e1 me inquietava novamente. Eu me questionava se queria ficar muito mais tempo diante de um computador. Na \u00e9poca tinha 36 anos e minha preocupa\u00e7\u00e3o era chegar aos 40 nesta mesma rotina. Ent\u00e3o, fiz uma viagem de f\u00e9rias para o Brasil e ali me desconectei completamente. Era tudo o que eu precisava. Voltei mais fortalecida e nesse retorno fiz um curso intensivo de ingl\u00eas durante um m\u00eas em Madrid pela Universidade de Cambridge, e no dia seguinte comecei a dar aulas, mas sofri preconceito por ser uma brasileira ensinando outra l\u00edngua. E como voc\u00ea superou esse preconceito? Cris:&nbsp;Uma ag\u00eancia chegou a me propor para que eu mentisse aos meus alunos que era nascida em outro pa\u00eds que falasse ingl\u00eas como l\u00edngua oficial, mas eu n\u00e3o aceitei. Eu n\u00e3o queria mentir. Eu j\u00e1 dava aulas de portugu\u00eas porque fui estimulada a aplicar a mesma metodologia do ensino do ingl\u00eas adaptando-a para o portugu\u00eas. As primeiras aulas foram horr\u00edveis e muito dif\u00edceis, mas n\u00e3o me dei por vencida e persisti. Hoje acumulo 13 anos como professora de idiomas. Dou aulas de ingl\u00eas, portugu\u00eas e espanhol, mas tudo isso porque n\u00e3o desisti em meio \u00e0s dificuldades que a vida me imp\u00f4s. &nbsp; Como surgiu o ensino do espanhol na sua caminhada? Cris:&nbsp;Em 2019 lancei um m\u00e9todo de ensino de espanhol online para brasileiros e passei a cuidar do meu pr\u00f3prio neg\u00f3cio criando o meu conte\u00fado. Os meus alunos s\u00e3o brasileiros que j\u00e1 vivem aqui e querem melhorar o idioma e outros que ainda moram no Brasil. Eu j\u00e1 queria dar aulas de espanhol h\u00e1 muito tempo porque cresci e fui educada com o idioma ao meu lado, mas por n\u00e3o ser formada em letras eu n\u00e3o conseguia. Prestei concurso na Escola Oficial de Idiomas, em Madrid, e quando fui aprovada me impediram pelo fato do diploma. Veio a pandemia, e para piorar, em 2020, perdi uma grande amiga para o c\u00e2ncer. A Suzana era companheira de um blog de brasileiras na Espanha. Ela n\u00e3o era de deixar nada para depois. E gra\u00e7as \u00e0 for\u00e7a que ela nos ensinou decidi entrar de novo na faculdade e estou terminando o segundo ano de letras. Atualmente voc\u00ea desenvolve quais projetos? Cris:&nbsp;Dou minhas aulas particulares de ingl\u00eas, portugu\u00eas e espanhol. Tenho contrato com uma editora espanhola para ministrar aulas de portugu\u00eas para seus funcion\u00e1rios porque h\u00e1 uma parceria com o Brasil. Estou me dedicando mais aos meus cursos online e, mais recentemente, \u00e0 faculdade, porque o curso \u00e9 bastante puxado e exige muito estudo, leitura e disciplina. Na minha plataforma lancei um curso novo de prepara\u00e7\u00e3o para o DELE B2 para quem deseja tirar o certificado espanhol e estou com projeto de lan\u00e7ar outros dois cursos diferentes. Como voc\u00ea se sente no papel de educadora? Cris:&nbsp;\u00c9 uma responsabilidade muito grande. Eu gosto de aprender, por isso, gosto tanto de ensinar. Existem muitas pessoas que acham que n\u00e3o v\u00e3o conseguir aprender ou que tem dificuldade com uma palavra ou acento, mas eu tenho a obriga\u00e7\u00e3o enquanto educadora de acreditar nos meus alunos e de faz\u00ea-los acreditar em si mesmos. O que voc\u00ea tem a dizer sobre o lado empreendedora e o conselho que daria para quem deseja imigrar? Cris:&nbsp;Infelizmente a mulher ainda recebe menos que o homem no mercado de trabalho. Muitas pessoas ainda se incomodam em ter uma chefe mulher. Por outro lado, as mulheres tamb\u00e9m descobriram que podem come\u00e7ar um novo neg\u00f3cio e fazer acontecer em qualquer \u00e1rea que se jogarem. Participo de um grupo de WhatsApp de brasileiras em Madrid. Somos mais de 500 mulheres e nos ajudamos mutuamente.&nbsp;Um conselho que eu dou para quem deseja imigrar \u00e9 que se planeje, ou\u00e7a opini\u00f5es distintas (de pessoas que tiveram casos positivos e negativos), e estude o idioma. Ele \u00e9 uma das ferramentas mais importantes neste seu recome\u00e7o em outro pa\u00eds. Eu cheguei aqui tendo uma boa base, e mesmo assim, tive bastante dificuldade no in\u00edcio para entend\u00ea-los. Qual o seu maior sonho? Cris:&nbsp;Gosto de trabalhar em comunidade, de fazer coisas em parceria, de compartilhar conhecimento, de falar com pessoas que me inspiram. Um aluno me inspira. Quero chegar ao maior n\u00famero poss\u00edvel de brasileiros com meu trabalho e que muitos deles passem a falar espanhol e se sintam capazes de se comunicar. Essa \u00e9 a minha miss\u00e3o de vida&nbsp;&#8220;A&nbsp;educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma arma de constru\u00e7\u00e3o massiva&#8221;. (Marjane Satrapi\/escritora franco\/iraniana)&nbsp;&nbsp;"}