{"version":"1.0","provider_name":"Desejo de Viver Blog","provider_url":"https:\/\/desejodeviver.com.br","author_name":"Andr\u00e9 Luis Cia","author_url":"https:\/\/desejodeviver.com.br\/index.php\/author\/andre-ciahotmail-com\/","title":"Um cigano pelo mundo - Desejo de Viver Blog","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"MB4GPivMLf\"><a href=\"https:\/\/desejodeviver.com.br\/index.php\/2023\/03\/22\/um-cigano-pelo-mundo\/\">Um cigano pelo mundo<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/desejodeviver.com.br\/index.php\/2023\/03\/22\/um-cigano-pelo-mundo\/embed\/#?secret=MB4GPivMLf\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Um cigano pelo mundo&#8221; &#8212; Desejo de Viver Blog\" data-secret=\"MB4GPivMLf\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script type=\"text\/javascript\">\n\/* <![CDATA[ *\/\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/* ]]> *\/\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/www.desejodeviver.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/BLOG-ANDRE-Fotos-PAISAGEM-9-1.png","thumbnail_width":750,"thumbnail_height":480,"description":"Muitos j\u00e1 me disseram que tenho alma cigana. Na verdade, acho que tenho mesmo! Eu me orgulho por nunca ter tido medo de ousar, de viver aquilo que tive vontade de viver sem ficar pensando se o caminho tomado me levaria \u00e0 felicidade ou se seria um erro.&nbsp;Nossa vida \u00e9 muito curta para ficarmos adiando sonhos e desejos. Um dia talvez, amanh\u00e3, quem sabe um dia, daqui alguns anos\u2026Estas s\u00e3o afirma\u00e7\u00f5es que n\u00e3o fazem parte do meu vocabul\u00e1rio, ou melhor, at\u00e9 fazem, mas tento evit\u00e1-las em meu cotidiano.&nbsp; Se eu tenho vontade de fazer alguma coisa eu vou l\u00e1 e fa\u00e7o independente das consequ\u00eancias. Riscos? Eles sempre v\u00e3o existir nas nossas vidas, mas se n\u00e3o arriscarmos nunca saberemos se poderia ter dado certo, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Acho que por isso sempre odiei a palavra rotina. Sabe aquela s\u00edndrome de domingo quando voc\u00ea ouve a musiquinha do Fant\u00e1stico (TV Globo) e se recusa a pensar que a segunda-feira est\u00e1 pr\u00f3xima? Sempre padeci desse mal. Nunca gostei de domingo porque sabia que a segunda-feira seria novamente igual \u00e0 anterior, e assim sucessivamente.&nbsp;Isso at\u00e9 que decidi quebrar essa s\u00edndrome e viver coisas novas. Talvez isso explique minha identifica\u00e7\u00e3o com os ciganos e com os artistas de circo. Infelizmente como jornalista ainda n\u00e3o tive o prazer de entrevistar o povo cigano, mas eu mesmo j\u00e1 os pautei para o futuro. Mas j\u00e1 que o tema dessa cr\u00f4nica \u00e9 falar sobre viagem, vamos l\u00e1! Ah, como \u00e9 bom viajar! Pegar a mala ou simplesmente a mochila e sair pela estrada sem hora e nem rumo para voltar. H\u00e1 quem adora planejar tudo. Eu vou na contram\u00e3o. Compro a passagem e viajo sem pensar muito; ali\u00e1s, penso sim, mas em curtir aquele momento. E foi assim em 2008, quando decidi fazer meu primeiro interc\u00e2mbio estudantil. Eu estava morando e trabalhando em Florian\u00f3polis (SC). Amava minha vida, a cidade, o trabalho como rep\u00f3rter num jornal local, enfim,&nbsp;n\u00e3o tinha motivos para sair de l\u00e1, mas minha alma cigana me atormentava h\u00e1 muito tempo. Foi ent\u00e3o que fui \u00e0 uma ag\u00eancia de viagens e falei para a agente: \u201cQuero viajar para o exterior e fazer um interc\u00e2mbio\u201d. Ela me ofereceu as op\u00e7\u00f5es tradicionais: EUA, Canad\u00e1, Inglaterra, e Cape Town (\u00c1frica)\u2026 Apesar de ter desejo de conhecer esses pa\u00edses, eu queria algo diferente. Nunca quis coisas muito comuns. Ent\u00e3o, ela me ofereceu Dublin, na Irlanda, e essa me pareceu a melhor op\u00e7\u00e3o porque meu visto de estudante permitia o trabalho de at\u00e9 20 horas semanais. Confesso que j\u00e1 tinha ouvido falar da Irlanda, mas de Dublin, tenho que ser verdadeiro: eu n\u00e3o sabia absolutamente nada daquela cidade. Voltei naquela tarde animado para minha casa. Comecei a pesquisar tudo que achei e fui me encantando pela \u201cilha da esmeralda\u201d- nome carinhosamente como \u00e9 conhecida a Capital- O que mais me fascinava era que a agente havia me dito que tinha poucos brasileiros no pa\u00eds e a cultura era totalmente diferente da nossa. Pronto! Eu j\u00e1 havia decidido meu destino. Foram apenas dois meses de espera (longa espera para um canceriano de corpo e alma) at\u00e9 desembarcar em Dublin, em 23 de setembro de 2008. Pedi demiss\u00e3o do trabalho e me joguei literalmente nesse sonho. O frio na barriga, o medo da imigra\u00e7\u00e3o \u2013 mesmo estando totalmente legal como estudante; as primeiras palavras em ingl\u00eas; a felicidade de cruzar os port\u00f5es do aeroporto e de ver um pa\u00eds diferente de tudo o que eu j\u00e1 tinha visto at\u00e9 ent\u00e3o foram sensa\u00e7\u00f5es \u00fanicas, lembran\u00e7as que nunca sair\u00e3o da minha mente. Lembro-me como se fosse hoje do abra\u00e7o que dei em meu companheiro de viagem, Fernando, e da felicidade em saber que est\u00e1vamos realizando aquele sonho juntos. Subir naquele famoso \u00f4nibus de dois andares a caminho do hostel foi outra sensa\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel que vivemos. Juntos, entramos na Irlanda cheios de sonhos mas, principalmente, com o cora\u00e7\u00e3o aberto para que aquela viagem desse certo. Logo de cara amei tudo o que vi, mas no primeiro dia de aula e depois de percorrer o centro da cidade percebi que havia sido enganado numa coisa: havia muitos, mas muitos brasileiros. Na minha classe, os 15 estudantes eram brasileiros. O meu curso de ingl\u00eas acabou se transformando em \u201cconversa de amigos\u201d. Sei que v\u00e3o me perguntar: mas o objetivo n\u00e3o era aprender ingl\u00eas? Era, claro, mas existem outras coisas importantes num interc\u00e2mbio, como a experi\u00eancia de vida que tiramos disso tudo, e eu posso dizer que essa, sem d\u00favida, foi a melhor da minha vida. No total, fiquei um ano fora do Brasil: sete meses em Dublin e cinco em Lisboa. Trabalhei, estudei, fiz amigos, conheci a neve, passei muito frio, chorei, ri, enfim: vivi\u2026 E essa foi apenas a primeira viagem. Depois, vieram muitas outras e a experi\u00eancia de viver fora me contagiou completamente a ponto de me levar para outros pa\u00edses, como EUA, It\u00e1lia e, mais recentemente, Espanha- pa\u00eds que vivo h\u00e1 dois anos e meio-, mas que j\u00e1 morei um ano no passado. Por\u00e9m, isso \u00e9 tema para outras cr\u00f4nicas.&nbsp; A decis\u00e3o de deixar tudo para tr\u00e1s por um sonho, muitas vezes, pode at\u00e9 ser arriscada, mas s\u00f3 quando&nbsp;decidimos correr esse risco \u00e9 que temos a dimens\u00e3o exata se a nossa escolha foi acertada ou n\u00e3o. No meu caso, posso dizer com convic\u00e7\u00e3o que todas as vezes que arrisquei tive um resultado positivo. O medo \u00e9 uma palavra que n\u00e3o consta do dicion\u00e1rio dos sonhadores.&nbsp;Viver \u00e9 preciso, e se vive de sonhos!"}